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O Argumento “O Designer Não Teria Feito Desse Jeito” Sai Pela Culatra

Neste artigo, o Dr. Frank Turek analisa uma crítica comum ao Design Inteligente: a ideia de que um verdadeiro designer “não teria feito desse jeito”. A partir do exemplo do polegar do panda, usado por Stephen Jay Gould como evidência de má engenharia, Turek mostra como esse argumento na verdade reforça a existência de um projeto intencional. Ele destaca que reconhecer um “design abaixo do ideal” exige conhecer o que é um “ideal”, o que pressupõe a existência de um design. Além disso, ressalta que projetos reais envolvem compensações e objetivos específicos — algo que a crítica de Gould ignora. O artigo convida o leitor a refletir sobre como a funcionalidade prática e os limites do mundo físico apontam para a lógica e a intenção de um Criador. Uma leitura essencial para quem busca compreender os fundamentos do Design Inteligente e os limites das críticas darwinistas.

O Argumento do Design Imperfeito

O texto a seguir é um trecho do livro I Don't Have Enough Faith to Be an Atheist (Eu Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, páginas 160-161).

Os darwinistas há muito tempo argumentam que, se existisse um Designer, ele teria projetado melhor suas criaturas. Stephen Jay Gould apontou esse fato em seu livro The Panda's Thumb (O polegar do panda), no qual ele citou o aparente design abaixo do ideal de uma saliência óssea que os pandas possuem como polegar. O problema para os darwinistas é que isso, na verdade, acaba sendo um argumento a favor de um designer, e não um argumento contra um.

Em primeiro lugar, o fato de Gould poder identificar algo como um design abaixo do ideal implica que ele sabe o que é um design ideal. Não é possível saber que algo é imperfeito a menos que você saiba o que é perfeito. Portanto, a observação de Gould, até mesmo do design abaixo do ideal implica admitir que o design é detectável no polegar do panda. (A propósito, esse é outro motivo pelo qual os darwinistas estão errados quando afirmam que o Design Inteligente não é ciência. Quando eles afirmam que algo não foi projetado corretamente, estão insinuando que poderiam saber se foi projetado corretamente. Isso prova o que os cientistas do DI têm dito o tempo todo: o DI é ciência porque o design é empiricamente detectável).

Em segundo lugar, o design abaixo do ideal não significa que não haja design. Em outras palavras, mesmo que você concorde que algo não foi projetado de forma ideal, isso não significa que não tenha sido projetado de forma alguma. Seu carro não foi projetado de forma ideal, mas ainda assim foi projetado, certamente não foi montado por leis naturais.

Design Inteligente: É Possível Julgar sem Conhecer o Criador?

Terceiro, para dizer que algo está abaixo do ideal, é preciso saber quais são os objetivos ou a finalidade do designer. Se Gould não sabe o que o designer pretendia, então ele não pode dizer que o design está aquém dessas intenções. Como Gould sabe que o polegar do panda não é exatamente o que o designer tinha em mente? Gould supõe que o panda deveria ter polegares opositores como os dos humanos. Mas talvez o criador quisesse que os polegares do panda fossem exatamente como são. Afinal, o polegar do panda funciona muito bem para permitir que ele descasque o bambu até sua parte comestível. Talvez os pandas não precisem de polegares opositores porque não precisam escrever livros como Gould; eles simplesmente precisam descascar o bambu. Gould não pode culpar o designer desse polegar se ele não tiver sido projetado para fazer mais do que descacar o bambu.

Todo Projeto Envolve Compensações

Por fim, em um mundo limitado pela realidade física, todo projeto exige compensações. Os computadores portáteis precisam encontrar um equilíbrio entre tamanho, peso e desempenho. Carros maiores podem ser mais seguros e confortáveis, mas também são mais difíceis de manobrar e consomem mais combustível. Os tetos altos tornam os cômodos mais atraentes, mas também consomem mais energia. Como as compensações não podem ser evitadas neste mundo, os engenheiros devem procurar uma posição de equilíbrio que atinja melhor os objetivos pretendidos.

Por exemplo, não se pode criticar o design de um carro compacto porque ele não comporta quinze passageiros. O objetivo é transportar quatro e não quinze passageiros. O fabricante do carro trocou o tamanho pela economia de combustível e atingiu o objetivo pretendido. Da mesma forma, pode ser que o design do polegar do panda seja uma troca que ainda atinja os objetivos pretendidos. O polegar é o ideal para descacar o bambu. Talvez, se o polegar tivesse sido projetado de outra forma, ele teria prejudicado o panda em alguma outra área. Simplesmente não sabemos sem conhecer os objetivos do designer. O que sabemos é que as críticas de Gould não podem ser bem-sucedidas sem o conhecimento desses objetivos.

Design Inteligente – O artigo de Frank Turek desconstrói o argumento de que certos aspectos da natureza “não parecem projetados”. A partir do exemplo do polegar do panda, utilizado por Stephen Jay Gould, Turek explica que até mesmo um “design abaixo do ideal” implica a existência de um padrão e uma finalidade. Ele enfatiza que críticas como a de Gould falham por não conhecerem os objetivos do Criador e por ignorarem as compensações típicas de qualquer projeto. O artigo conclui que reconhecer imperfeições não invalida o design — ao contrário, reforça sua presença. Design Inteligente emerge, assim, como uma explicação plausível e científica para a complexidade funcional observada na natureza.

Escrito por:

Picture of Frank Turek, PhD.

Frank Turek, PhD.

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