“A palavra apologética costuma gerar debate. Para os novatos na disciplina, a pergunta frequente é: 'O que você está defendendo?'. Para aqueles familiarizados com a disciplina, simplesmente mencionar o tema já gera debate.
Lembro-me da primeira vez que peguei um texto sobre o papel e o lugar da apologética; não consegui largá-lo. É difícil explicar por que me senti tão atraído pelo assunto. Seria porque eu era um produto da minha própria cultura? Eu sabia que os cristãos eram uma minoria e, em cada esquina, me pediam para defender as razões da minha nova fé.
O que eu nunca havia previsto era ter que defender a razão para defender a fé. “Ninguém é salvo por argumentos.” “A apologética apenas alimenta o orgulho.” “A conversão não é uma questão intelectual; é uma questão do coração.”
O interessante é que a apologética é uma disciplina que acaba defendendo a si mesma. Aqueles que argumentam contra a apologética acabam usando argumentos para denunciar argumentos. Aqueles que dizem que a apologética é uma manifestação de orgulho acabam defendendo orgulhosamente sua própria pobreza. Aqueles que dizem que a conversão é uma questão do coração e não do intelecto acabam apresentando argumentos intelectuais para convencer os outros de sua posição. E assim, o processo de autocontradição continua.”
– Dr. Ravi Zacharias